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15 de novembro de 2021
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 74% da população do Maranhão vive com menos de um salário mínimo.
A pesquisa aponta, que em todo o país, cerca de 30 milhões de pessoas vivem com menos de um salário mínimo por mês. Segundo o cientista político, Alderico Santos, a concentração de renda é um dos principais causadores desse problema, além da falta de políticas públicas eficientes.
“Um planejamento sério, coerente, eficaz. Que garanta, por exemplo, a grande massa de trabalhadores que hoje não contribuem formalmente para a economia, possam vir a contribuir. Que haja uma boa distribuição de renda, que possibilite a diminuição das desigualdades sociais, todos esses fatores são interessantes para deixar o nosso estado com condições de dignidade humana”, disse o cientista.
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74% da população do Maranhão vive com menos de um salário mínimo — Foto: Reprodução/TV Mirantehttps://9ca914ca5e5f5151d12c421a833b91ff.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
A pandemia de Covid-19 também agravou esse problema em todo o país, aumentando o abismo socioeconômico entre as classes. Com a renda bem restrita e a inflação desenfreada, tem sido um desafio manter as contas em dia ou se alimentar.
“A pandemia só veio potencializar aquilo que nós já vivíamos”, complementou o cientista político Alderico Santos.
Nadir Silva é vendedora ambulante no Centro de São Luís e tem sofrido os efeitos da pandemia, mas mesmo assim, ainda não desistiu. Todos os dias, elas se desloca para o seu local de trabalho em busca de renda para manter sua família.
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Em todo o país, cerca de 30 milhões de pessoas vivem com menos de um salário mínimo por mês. — Foto: Reprodução/TV Mirante
“Fico até 18h, todo o santo dia. O dinheiro não dá, só dá pra comer. As contas atrasam né? Eu prefiro comer do que pagar conta”, afirma.
Todos os dias, a também vendedora ambulante, Nelci Ribeiro, vem para a Rua Grande, principal rua do comércio popular da capital maranhense, para vender café. O esforço tem dado resultado, já que é do deste trabalho, que ela tira o sustento da família.
“Pago escola, pago todas as minhas contas daqui. Meus patrões são todas essas pessoas aqui”, disse.
G1 MA
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