O vice-governador Felipe Camarão (PT) pode chegar à disputa pelo Palácio dos Leões em 2026 com uma frente ampla formada… [ … ]
8 de abril de 2026
O vice-governador Felipe Camarão (PT) pode chegar à disputa pelo Palácio dos Leões em 2026 com uma frente ampla formada por até sete partidos, caso se confirme a tendência de manutenção da pré-candidatura própria do PT no Maranhão.

Nos bastidores, a avaliação é de que o cenário se tornou mais favorável para Camarão após os recentes movimentos no campo governista e as dificuldades de composição em torno de um nome de consenso. Com isso, o petista passa a reunir condições de liderar um bloco robusto, ancorado inicialmente pela Federação Brasil da Esperança (FE Brasil), que reúne PT, PCdoB e PV. A federação, oficialmente formada pelas três siglas desde 2022, já representa a base natural de sustentação de uma eventual candidatura petista no estado.
Além do peso partidário da FE Brasil, a articulação política em curso aponta para a possibilidade de a federação indicar a senadora Eliziane Gama como um dos nomes ao Senado. Eliziane, que recentemente deixou o PSD e se filiou ao PT, reforçou ainda mais o palanque lulista no Maranhão e passou a ser tratada como peça importante na reorganização do campo alinhado ao Planalto no estado.
A presença de Eliziane na chapa também abriria caminho para atrair a Federação PSDB-Cidadania, hoje sob influência política do ministro Juscelino Filho, que tem sido apontado como um nome de inclinação mais próxima ao campo dinista. Caso essa composição avance, o grupo de apoio a Felipe Camarão ganharia musculatura e ampliaria o alcance para além da esquerda tradicional.
Outro bloco que mantém bom diálogo com o entorno do vice-governador é a Federação PSOL-Rede, o que elevaria para sete partidos o total de legendas em torno de uma eventual candidatura ao governo: PT, PCdoB, PV, PSDB, Cidadania, PSOL e Rede.
Dentro dessa engenharia política, também ganha força a possibilidade de uma segunda vaga ao Senado ser preenchida por um nome oriundo desse campo mais à esquerda e dos movimentos sociais. Entre os nomes ventilados, aparece o da líder quilombola Antônio do Cariongo, que poderia simbolizar uma chapa com forte apelo social, identitário e de diálogo com as bases populares.
A construção, no entanto, ainda depende de ajustes finos e de desdobramentos nas próximas semanas. O fato é que, se a estratégia do PT for mantida e as federações confirmarem alinhamento, Felipe Camarão pode se transformar no principal polo de aglutinação do campo progressista no Maranhão, com uma frente ampla competitiva e potencial de forte impacto no tabuleiro de 2026.
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