Fies concede ‘empréstimo’ a estudantes de baixa renda, mas registra altos índices de inadimplência Alunos e ex-alunos que tenham dívidas… [ … ]
29 de julho de 2025
Alunos e ex-alunos que tenham dívidas em contratos do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) poderão renegociá-las a partir de 1º de novembro deste ano. A decisão foi anunciada pelo MEC (Ministério da Educação) no último sábado (26).
➡️O que é o Fies? É um programa criado para oferecer financiamento a estudantes em instituições privadas de ensino superior. O principal objetivo é permitir que alunos que não têm condições de arcar imediatamente com as mensalidades possam cursar a graduação e quitar o “empréstimo” após a formatura. Os participantes devem ter renda familiar mensal per capita de até três salários mínimos.
Um dos principais problemas do Fies é a alta taxa de inadimplência: alunos concluem a graduação, mas atrasam o pagamento de parcelas da dívida estudantil. Por isso, nos últimos anos, o MEC tem implementado possibilidades de renegociação, como parcelamento do saldo devedor e descontos nos juros.
Abaixo, entenda:
A oportunidade atual é válida para contratos:
A oportunidade também pode servir para quem teve a dívida coberta pelo Fundo Garantidor (FG-Fies), dependendo do regulamento.
⚠️Atenção: a resolução não prevê descontos sobre o valor do financiamento, e sim sobre os juros e as multas. (Veja mais abaixo.)
O processo acontecerá de 1º de novembro de 2025 a 31 de dezembro de 2026. O pedido de renegociação da dívida deve ser feito diretamente com o banco responsável pelo contrato, nos canais indicados por ele.
As regras são as seguintes:
O estudante que aderir à renegociação e não cumprir com os pagamentos combinados poderá, assim como seu fiador, ter o nome negativado nos serviços de crédito.
Os estudantes do Fies costumam pagar, ao longo da graduação, um valor de coparticipação à universidade. Vamos supor que a renda de um aluno tenha possibilitado a ele um financiamento de 80% da mensalidade. Todo mês, ele deveria pagar à instituição de ensino os outros 20%, além de encargos educacionais. Se isso não for feito, a renegociação dessa parte da dívida não envolverá o MEC, e sim a própria universidade.
Fonte: G1
0 Comentários