Veterinária alerta sobre riscos de frutas tóxicas para cães e gatos

Frutas não devem ultrapassar 10% da alimentação diária de cães e gatos para evitar obesidade, diabetes e distúrbios gastrointestinais. Segundo… [ ]

20 de fevereiro de 2026

Frutas não devem ultrapassar 10% da alimentação diária de cães e gatos para evitar obesidade, diabetes e distúrbios gastrointestinais. Segundo a médica-veterinária Ana Beatriz Monteiro, algumas frutas também não são recomendadas por conterem substâncias tóxicas, como uva, abacate e carambola, comuns na região maranhense.

A veterinária explica que as frutas permitidas são aquelas que não apresentam toxinas e, por isso, não provocam quadros de intoxicação, como banana, morango e maçã. Ela orienta que a quantidade oferecida deve respeitar o porte, o peso e o estilo de vida do pet.

“É ideal que não passe de 10% da alimentação total do animal e, para isso, a gente precisa balancear direitinho para evitar até mesmo risco de obesidade, diabetes e outros distúrbios gastrointestinais.” explica a veterinária.

Como é feito o cálculo de 10%?

De acordo com a médica, o cálculo é realizado com base na alimentação diária do animal. No verso traseiro da embalagem da ração há uma tabela com a quantidade recomendada conforme o peso e o nível de atividade do pet.

Algumas rações possuem especificações de acordo com a raça, mas todas apresentam uma tabela nutricional com a quantidade diária indicada.

Com base nessas informações, o tutor pode calcular a quantidade de frutas e petiscos que podem ser oferecidos ao longo do dia e, em alguns casos, ao longo da semana, sem exageros.

Devido aos nutrientes presentes na ração, não é recomendado oferecer frutas todos os dias, já que a ração é balanceada para suprir todas as necessidades nutricionais do pet.

“O ideal é que a gente não ofereça todo dia. Além de causar distúrbios gastrointestinais, o consumo excessivo de alguns petiscos e frutas pode causar outros tipos de reações, como reações alérgicas e distúrbios de pele por alergia e outros problemas que a gente pode evitar fazendo uso com moderação.” diz a médica veterinária.

Quais frutas não são recomendadas?

A médica alerta que frutas como uva, abacate e carambola não devem ser oferecidas a cães e gatos, pois contêm substâncias que podem causar intoxicação.

Os sintomas mais comuns incluem diarreia, vômitos, salivação excessiva, babação intensa e espuma na boca. Ao perceber esses sinais, é fundamental buscar atendimento veterinário imediato.

“Se um pet ingere uma quantidade de abacate ou até mesmo de uva, uva-passa, a gente precisa, na maioria das vezes, fazer uma lavagem gástrica e entrar com medicações para controlar esse quadro de intoxicação, para não ter sequelas mais graves.” explica a médica veterinária.

Sem a intervenção adequada, o animal pode desenvolver sequelas como inflamação crônica no intestino e até alterações neurológicas.

“O abacate contém uma substância tóxica que, se a gente não fizer o atendimento certinho e não entrar com as medicações, não tem como reverter essas sequelas. E o animal, o pet, o cão, o gato, são animais muito sensíveis, têm o trato gastrointestinal muito sensível. Quem tem pet sabe que comer uma besteirinha já dá fezes mais amolecidas, um pouco de gases, por isso a gente precisa ficar atento para evitar o consumo excessivo e essas frutas que não são permitidas.” diz a médica.

Para evitar complicações graves, o tutor deve levar o animal imediatamente a uma clínica veterinária ao perceber qualquer sinal de intoxicação.

Orientações veterinárias

A profissional orienta que os tutores priorizem frutas de fácil acesso, como banana, maçã e melancia. Essas frutas possuem baixo índice calórico e menor teor de açúcar, devendo ser oferecidas sempre em pequenas quantidades.

Segundo a veterinária, porções moderadas de frutas permitidas ajudam a saciar o pet e não prejudicam a saúde gastrointestinal.

Fonte: Por g1 MA — São Luís, MA

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Djair Prado, Cursando Jornalismo (EAD) pela Universidade Estácio de Sá – 2º período, é bacharel em Administração pela Universidade Federal do Piauí (UFPI – Campus Parnaíba) e atuo desde 2015 na área jornalística, por meio do Blog Djair Prado, em toda a região do Baixo Parnaíba, Delta do Parnaíba e Lençóis Maranhenses.