Chuva, filas e perrengues não calaram o espetáculo do Guns N’ Roses em São Luís

Debaixo de chuva, enfrentando longas filas e encarando alguns problemas de organização, o público que foi ao estádio Castelão viveu… [ ]

22 de abril de 2026

Debaixo de chuva, enfrentando longas filas e encarando alguns problemas de organização, o público que foi ao estádio Castelão viveu uma noite que dificilmente será esquecida. O show do Guns N’ Roses em São Luís foi mais do que um espetáculo musical — foi uma experiência coletiva marcada por emoção, resistência e paixão pelo rock.

Sim, houve reclamações. A produção local, a 4Mãos, mais uma vez cometeu falhas que poderiam ter sido evitadas. Filas demoradas, dificuldades de acesso e contratempos que testaram a paciência do público. Mas, curiosamente, nada disso foi capaz de apagar o brilho do que aconteceu quando as luzes se apagaram e os primeiros acordes ecoaram pelo Castelão.

Se foi o menor público da turnê, com menos de 30 mil pessoas, pouco importa. Dane-se. Quem estava ali sabe que números não medem sentimento. O que vale é o momento único vivido por fãs que esperaram por décadas — alguns vindos de longe, outros da própria cidade, muitos chegando até 12 horas antes apenas para garantir um lugar mais próximo do palco.

 

O último grande show internacional na capital maranhense havia sido em 2010, com o Scorpions. De lá para cá, um vazio que parecia difícil de ser preenchido foi finalmente quebrado. E não poderia ter sido de forma mais simbólica: com uma das maiores bandas da história do rock mundial.

O impacto vai além da música. A cidade sentiu. Hotéis lotados, movimento intenso em bares, restaurantes e serviços. Na terça-feira, 21 de abril, muitos estabelecimentos atingiram 100% de ocupação, um feito significativo para um período considerado de baixa temporada. É a prova concreta de que grandes eventos movimentam a economia, geram emprego e fortalecem o turismo.

Talvez este seja o início de um novo ciclo para São Luís, a Ilha do Amor, que começa a se reposicionar no cenário de grandes eventos. Se depender da energia demonstrada pelo público, há demanda, há interesse e, principalmente, há paixão.

E se ficou alguma dúvida, o recado foi dado em alto e bom som: chuva nenhuma é capaz de impedir quem quer viver o verdadeiro rock and roll. Porque, no fim das contas, ficou evidente — roqueiro de verdade não é de tapioca.

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Djair Prado, Cursando Jornalismo (EAD) pela Universidade Estácio de Sá – 2º período, é bacharel em Administração pela Universidade Federal do Piauí (UFPI – Campus Parnaíba) e atuo desde 2015 na área jornalística, por meio do Blog Djair Prado, em toda a região do Baixo Parnaíba, Delta do Parnaíba e Lençóis Maranhenses.