Novo ‘Ozempic’ oral reduz desejo por comida ao agir em áreas profundas do cérebro

Um estudo publicado na última quarta-feira (06) na revista Nature mostrou que medicamentos orais GLP-1 podem reduzir o apetite em camundongos… [ ]

8 de maio de 2026

Um estudo publicado na última quarta-feira (06) na revista Nature mostrou que medicamentos orais GLP-1 podem reduzir o apetite em camundongos porque diminuem a compulsão alimentar por prazer. A produção desses remédios é mais barata que a das canetas injetáveis, como o Ozempic, e atua de “forma profunda” no cérebro, diminuindo a vontade de se alimentar por prazer — uma ação bem diferente de como a semaglutida age no corpo.
Dentre as drogas testadas, encontra-se o orforglipron, aprovado para uso humano pelo órgão regulador sanitário estadunidense (o FDA), e que atua modulando os circuitos de recompensa no cérebro.

O estudo é importante porque detalhou a forma como as drogas orais GLP-1 atuam no cérebro, o que pode contribuir para melhorar possíveis ajustes no tratamento da obesidade. O pesquisador líder é o cientista Ali D. Güler e a pesquisa pode ser lida na íntegra neste link.

Para quem tem pressa:

  • Cientistas da Universidade da Virgínia (EUA) descobriram que medicamentos GLP-1 orais podem não apenas reduzir o apetite, mas, também, o desejo atrelado à comida;
  • As descobertas, por enquanto, constam de ações observadas em camundongos;
  • Os pesquisadores querem investigar se as drogas podem diminuir a compulsão por substâncias recreativas.

Novo ‘Ozempic’ oral garante perda de peso em camundongos

foto de diversas cartelas de comprimidos de várias cores juntos
Cartelas de medicamentos orais: comprimidos, pílulas e cápsulas (Imagem: freepik/Freepik)

Uma parte considerável dos medicamentos GLP-1 para perda de peso possui moléculas grandes, como a semaglutida, e são injetáveis. A droga testada pela equipe de Ali D. Güler, no entanto, apresenta moléculas bem pequenas e de administração oral.

Para além desse detalhe, as canetas emagrecedoras também atuavam de maneira diferente se comparadas a este novo medicamento: os injetáveis agiam no controle geral do apetite; os comprimidos de orforglipron, no entanto, atingem o cérebro de “forma profunda” e estimulam a perda do apetite por prazer, o que contribui diretamente para o emagrecimento.

Essa ação é considerada uma descoberta porque, até então, pouco se sabia como os GLP-1 de moléculas pequenas agiam (como é o caso do orforglipron). Para entender essa questão, os cientistas alteraram geneticamente os receptores GLP-1 de ratos de laboratório a fim de que a nova forma genética se assemelhasse à humana.

Fonte: O IMPARCIAL

0 Comentários

Deixe o seu comentário!

Djair Prado, Cursando Jornalismo (EAD) pela Universidade Estácio de Sá – 2º período, é bacharel em Administração pela Universidade Federal do Piauí (UFPI – Campus Parnaíba) e atuo desde 2015 na área jornalística, por meio do Blog Djair Prado, em toda a região do Baixo Parnaíba, Delta do Parnaíba e Lençóis Maranhenses.