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22 de maio de 2026
Agência Assembleia
Durante entrevista ao programa ‘Conectividade’, exibido nesta quinta-feira (21) pela TV Assembleia, o psicólogo e advogado Rui Cruz fez um alerta sobre os efeitos do uso excessivo das redes sociais e do celular na saúde mental de crianças e adolescentes. Segundo ele, a hiperconectividade tem provocado dificuldades nas relações familiares, aumento da ansiedade e perda da capacidade de lidar com frustrações.

Ao longo da conversa, Rui Cruz destacou que a tecnologia, quando utilizada sem limites, acaba substituindo vínculos afetivos reais. Para o especialista, muitas famílias estão trocando o diálogo e a convivência pelo contato constante com as telas. “O celular virou uma espécie de ‘chupeta eletrônica’. As pessoas preferem dar atenção ao que está distante do que a quem está perto”, afirmou.
De acordo com o psicólogo, as redes sociais oferecem estímulos rápidos e repetitivos que geram sensação imediata de prazer, criando uma dependência emocional. Esse comportamento, segundo ele, faz com que jovens passem a evitar situações do cotidiano que exigem esforço, paciência ou enfrentamento de frustrações.
Outro ponto abordado na entrevista foi o aumento da ansiedade entre crianças e adolescentes. Segundo ele, muitos jovens buscam na internet uma forma de compensar ausências emocionais dentro de casa. Isso contribui para comportamentos compulsivos, como o uso excessivo de jogos eletrônicos, redes sociais e a necessidade constante de aprovação virtual.
Durante a entrevista, o psicólogo orientou pais e responsáveis a observarem mudanças bruscas de humor, isolamento, compulsão por vídeos e interesse exagerado pela vida de influenciadores e celebridades. Para ele, esses comportamentos podem indicar sofrimento emocional ou uso inadequado das redes.
Como forma de prevenção, Rui Cruz defendeu a criação de momentos de convivência familiar longe das telas, com atividades coletivas como jogos, leitura, conversas e brincadeiras. Ele destacou ainda que apenas proibir o uso do celular não resolve o problema. “A reeducação precisa ser familiar. Não adianta exigir da criança aquilo que os adultos também não conseguem fazer”, concluiu.
Fonte: ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHAO
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